Krishna em O Mahabharata [trad. Jean-Claude Carrière]

"Resiste ao que resiste em ti.
Sê tu mesmo"

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Dias perfeitos

Acordar muito cedo pra aula de desenho. Flertar no calor das três da tarde em santa teresa em meio à maior concentração de dreads e roupas coloridas de agosto. Ter o ponto alto da onda às seis da tarde. Ver o sol começar a nascer na janela antes de dormir e deitar pra ainda ver as estrelas no fundo azul marinho.
Acordar muito muito tarde. Chegar com os olhos borrados e as pernas bambas na segunda feira. Comer um corneto depois do baseado. Se divertir com uma comédia romântica deliciosa.
Receber uma excelente notícia na caixa de emails. Ter o céu muito azul sempre ao alcance dos olhos, a luz dourada descendo sobre os livros empilhados na estante.
Fluir de um fim-de-semana ao outro naturalmente. Deixar fluírem os dedos sobre o teclado. Querer fazer um monte de coisas e não fazer nenhuma, mas descobrir outra ainda mais importante.
Não saber se alguém vai ligar, se alguém vai saber, se alguém vai se importar, se alguém vai algum dia chorar por você. Ouvir músicas doces.
Despedir-se de uma grande amiga, herdar novos amigos. Começar tudo outra vez, os projetos, os cursos, os emails, os horários, a preguiça.
Flutuar. Perder o apetite e tampouco conseguir dormir. Ter medo dos próximos três ou quatro anos. Ansiar pelos próximos dez anos. Depois pelos próximos dias. Depois tudo isso ao contrário.
Saber a que horas tem que acordar amanhã e conhecer de cor a essência dos próximos meses. Sentir-se por isso livre e aprisionada. Enxergar a si mesma depida diante do espelho e não através.